É difícil tentar entender quem somos, temos vontades e responsabilidades, temos desejos e necessidade, quando se para e pensa sobre tudo que vaga em nossas mentes nada realmente é claro.
Quando eu paro e penso sobre meu futuro imediato há tanto que poderia apenas desaparecer que não faria falta, não vejo mais a vida, tudo que está diante de mim são consequências tolas de uma criança que pensou ser capaz de cuidar de si, por ter dinheiro, por ter idade, por ter experiência. No fim o a única verdade que provou sua existência foi a incapacidade, incapaz de tomar controle sobre si, incapaz de tomar controle sobre seu presente, incapaz de criar um futuro com a menor semelhança sequer com o sonho que um dia tomou forma no íntimo de sua alma. Sem saber o caminho e com medo que suas auto decepções crescessem apenas vaga no lodo pútrido que chama de vida, onde toda a vida é suja, toda morte causa vida, apenas para morrer novamente em um ciclo de ressurreição e falecimento apodrecedores do ímpeto.
Vagando por mil anos de dor e solidão, encontra-se aquele que não vê valor em sua luz, pelo contrário exige que ela desapareça para receber a permissão da inexistência e assim continuar desaparecendo, morrendo, fugindo. Neste ponto onde não vê mais dor ou sofrimento, em completo nulo, encontra a paz. Quem dera fosse tão fácil, mesmo que tente matar a luz com trevas grão horrível nessa relação de opostos pertencentes auto dependentes não existe escapatória, a lembrança da luz surgirá tente ignorá-la, fuja ferozmente, será quando não lembrança mas vontade surgirá, pequena e inofensiva como a mais curável das doenças, sem perceber a luz do arrependimento pelo dever, pelo tempo na escuridão irão sufocá-lo ferozmente, matando as chances de aderir a trevas, dito feito, porém, não há mais lugar na luz para coração corrompido, enquanto busca sua própria luz, e foge de suas próprias trevas, encare a vergonha, fuja das lembranças, ignore o remorso, pense no futuro, não importa quanto ainda existe um caminho que pode ser trilhado.
Como seria maravilhosa a vida se apenas descobrindo um grupo de palavras que representam um estado de espírito e atitudes consequentes, pudesse-se mudar o cerne de alguém. Sem pensar no que, no como, ou no porquê, apenas aderir ao ideal de escolha, moldar a vida a partir dessas palavras.
Pobre escravo semi-humano, insiste em abandonar o "Sapien" do seu "Homo", ignora o livre arbítrio dado por incontáveis crenças, prendendo seu intelecto, seu sentimento, sua alma, seu espírito, com grilhões absolutistas, domadores, carcereiros, postos em si, por si, "quem sou eu ?", "o que me faz feliz ?", "que caminho leva ao melhor futuro ?".
O único motivo para sentir que está morto mesmo estando vivo e continuar negando-se a fazer algo é por não entender que essas questões não importam, faça planos, não faça planos, fique com medo, seja corajoso, entenda, não entenda, quando o presente se tornar passado e o futuro se tornar presente, vida e morte podem ser decididos mas após isso, o tempo continua, o maior erro, o maior sucesso, são momentos que sem demora passarão, passam, já passaram. É essa inutilidade de temer ou crer no absoluto e imutável resultado que causa excesso de trevas e luz, que forçam um desequilíbrio na tomada de decisões mais corriqueira, uma dúvida surge ao carregar cada pensamento, cada ação, com o peso do próprio futuro.
MORRENDO OU VIVENDO, ACALME SEU CORAÇÃO, RELAXE E DECIDA.
Se quiser faça isso, quem sabe salve sua vida.